Love sucks!



Eu também tive meu coração machucado. Dei-me mal, meu amor. Ninguém escapa. O bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios.
Sim, amei sem limites. Dei meu coração em uma bandeja, sonhei com casas, piscinas, viagens, jardins e filhos lindos e espertos correndo atrás de mim pelos corredores. E sei que você também.
Mas tudo está bem agora. Eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida do que sofrer por amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas chances. Tantas frases, e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. E nunca para!
Temos um mundo pela frente. E olhe para ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sentimos e almejamos. Sofrer por amor dói, eu sei. Dói, e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa.
Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença, não dá mais para esperar o mundo girar ao contrário. Meu tempo não se mede mais em relógios. E a vida, lá fora, nos chama.

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Prometo estar lá (Dia do Amigo)


E eu prometo estar lá. Mesmo que caia uma tempestade dentro ou fora. Mesmo que a Terra comece a girar ao contrário.
Mesmo que a sua casa desmorone e na sua rua abra um buraco gigantesco. Mesmo até se você se vir diante de um penhasco que não dá para ver o fundo. Eu estarei lá para te puxar de volta e jamais deixar que você caia.
Quando você estiver triste, se sentindo só, ou quando alguma coisa te fizer chorar, eu esperarei na porta do seu quarto, paciente, dando o seu momento e esperando você me olhar com aquele olhar de quem precisa de um abraço. Eu estarei lá para dar esse abraço e enxugar suas lágrimas.
Nos dias mais felizes, eu estarei lá para ouvir suas novidades, compartilhar sorrisos e suspiros. Estarei lá porque eu quero estar lá, e porque eu preciso saber que você está bem.
E, quando eu não puder estar em corpo, ligarei apenas para dizer que precisava ligar e ouvir a sua voz. E para dizer que eu, ainda assim, perto ou longe, estou com você.
Não importa se você tiver momentos de fraqueza. Eu serei forte por nós.
Não importa se você tiver momentos de raiva. Eu segurarei suas mãos e não deixarei você sair de si.
Não importa se você tiver momentos de desespero e se perder. Eu estarei lá para te dizer que sempre há uma saída.
Sim, eu estarei lá. Até mesmo se o Sol parar de brilhar e a escuridão tomar maior parte do seu mundo. Eu segurarei sua mão e te guiarei. E eu jamais deixarei que você tenha medo do escuro, eu tirarei você de lá. Nem que eu tenha que aprender a brilhar para isso.
E eu prometo estar lá. Ao seu lado. Para sempre.

Desventurada.

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Não sei amar pela metade

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.


Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!


[Clarice Lispector = Inspiração]

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As notas musicais

Certa vez, eu disse: “Quando duas notas não combinam em um arranjo, a música não se faz. Procure as notas que se encaixam e você terá a mais bela melodia.”
Essa metáfora da nota musical se traz para o mundo real. Pessoas são como notas, nem todas combinam umas com as outras. Há muitas notas que sozinhas são lindas, mas não se iluda com isso. Nem sempre o belo é verdadeiro e se encaixa. Saiba se colocar no seu lugar.

Sabedoria é saber a hora de dizer adeus.

Desventurada.

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A Doença


Estou doente. E não é doente da forma convencional que todo mundo conhece, não! Eu estou realmente doente. Doente e em apuros.
Há uns anos atrás, eu dizia que estava doente quando, por ventura, adquiria uma gripe rápida, um resfriado de dois dias ou, mais seriamente, um machucado em alguma parte do corpo em acidentes (sempre fui profissional neles). Mas dessa vez não. Dessa vez é diferente. Dessa vez eu sei que estou doente. E todos os instintos do meu corpo vibram em coral – e com uma trombeta – anunciando isso. E só Deus sabe os riscos que eu corro.
Quando eu era criança, costumava achar que vivia em um mundo mágico, em uma eterna fantasia. E eu não me culpo. Culpo minha mãe, que enchia meu quarto com filmes da Disney. De qualquer forma, eu acreditava que vivia um sonho real: sem responsabilidades, sem trabalhos, sem preocupações, onde o único motivo para ter tristeza era perder o horário do meu desenho animado favorito. E, mais que isso, eu pensava que as pessoas eram intactas e nunca sofriam de nada. Dizem por aí que as crianças são mais sensitivas, que percebem as coisas mais facilmente, mas eu não era assim. Eu tinha tudo fácil demais, era sempre simples demais, quase perfeito.
E foi assim por um bom tempo. Até que, em um dia qualquer, eu sofri meu primeiro machucado. Sério, quase dez anos de idade e eu nunca tinha sofrido um arranhão muito grande. Parece bobagem, mas aquele machucado significou muito pra mim. Enquanto eu via meu sangue escorrendo em minhas mãos e as lágrimas em meus olhos, eu comecei a perceber quão frágil era. E aquilo mudou minha vida para sempre. E, de repente, eu me tornei a pessoa mais sensível do mundo todo, quase sem exageros.
As consequências? Ah, muitas! Eu fui crescendo e, inevitavelmente, fui conhecendo o mundo real, fui saindo do meu “conto de fadas” particular. E aí, meu querido, a coisa ficou realmente feia. Decepções atrás de decepções. Tristeza já não era perder o episódio do meu desenho favorito, mas perder uma pessoa. Mesmo assim, mesmo com tantas coisas que me infernizavam, mesmo com tanta “labuta”, eu nunca, nunca mesmo, me senti como estou me sentindo agora.
Olha, você precisa saber: viver duas décadas é muita coisa. E eu, particularmente, já vivi de quase tudo e já sofri de quase tudo. Mas hoje eu estou aqui, doente de uma doença que está me fazendo morrer aos poucos. E não é morrer da forma física, não! Não é morrer e, papú!, acabou vida, pode trazer o caixão. É pior. É muito pior. É morrer por dentro, é matar aquilo que é sua única segurança pra encarar esse mundão aí fora: a esperança. E, meu amigo, quando a esperança morre, o resto todo perde sentido.
E essa doença é tão impertinente, que me invade as entranhas, alástra-se  pelo meu corpo e apodera-se da minha alma, deixando-me sem forças para fazer qualquer coisa que seja. Perco a vontade de sair, perco a vontade de até mesmo levantar da cama quando acordo. E dói. Cara, como dói! É uma dor safada, porque ela fica “cutucando” aquele órgão que eu tinha esquecido a existência faz tempo: o coração. Porque é isso aí, por um bom tempo eu achei que não tinha mais coração. Mas essa doença é engraçada, ela faz de propósito, ela faz doer somente para me mostrar o quanto eu estava errada e que meu coração continua lá. Frio e vazio, mas continua lá.
Ou melhor, não mais tão vazio, agora está cheio dessa dor. Essa dor que nunca pensei sentir e que nem mesmo achei que era possível sentir. Minha mente já não consegue se ocupar com nada mais, só em buscar uma forma, qualquer uma, de me livrar disso. Mas essa é a parte negativa. Eu estou doente de uma doença que tem cura. Mas estou em apuros, porque eu não sou merecedora dessa cura, então é como se ela não existisse. Estou presa no meu maior pesadelo, naquela parte dos contos de fadas em que a “bruxa” aparece. E eu estou sem saída. Mais do que nunca, sem nenhuma saída.

Desventurada.

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A arte do “Não Sonhar”

E eu poderia dizer, como toda pessoa normal, que gosto de sonhar quando durmo. E poderia dizer também, como qualquer um em sã consciência, que fico feliz em relembrar todos aqueles velhos amigos sentados naquela nossa parte favorita da escola e cantando aquelas musiquinhas toscas de desenho animado, até sentir minha garganta doer.
Eu poderia dizer que fico feliz em lembrar dos ótimos momentos que tive com aquela pessoa especial, enquanto durou. Ou de rever em mente minha infância alegre, entre outras coisas.
Eu poderia dizer que fico feliz em sentir aquelas sensações novamente. Mas não, eu não sou ligada à irrealidade.
Toda criança odeia quando tiram o doce de sua boca. Por que haveria eu de ficar feliz?

Desventurada.

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Olá do Desventurado!

Olá. Chamo-me ‘Desventurado’. O que tenho para lhes dizer são simplesmente as minhas maiores desventuras.
Às vezes me pego pensando em como é difícil levar uma vida onde agradamos todos. Mas, pensando bem... por que agradá-los? Por que pensar duas vezes antes de fazer algo que queremos, só pra agradar pessoas que não fazem o mínimo de esforço para nos agradar? Isso é justo? Não. Quer dizer, não para mim. Agora, se você acha que isso é certo... bom, boa sorte.
A vida me tornou um desventurado justamente por isso. Pelo fato de pensar muito em quem estava ao meu redor e não pensar em mim.
De que adianta fazer das tripas coração, se você não tem um mínimo de retorno daquele que recebeu o melhor dos favores? Ou pior, de que adianta você se fazer de cego, surdo e mudo por alguém que nunca moveu uma palha para tentar adivinhar os seus pensamentos, suas necessidades psicológicas ou muito menos os seus gostos?
Mas essa é a melhor: e quando você se encontra no fim do poço e aparecem aproveitadores de alma e sugam o pouco de esperança que você tinha no mundo? É foda, não?
Pois é, eu já passei por poucas e boas, mas, graças a pessoas que me amam de verdade e que me fizeram enxergar as besteiras que estava prestes a fazer, que hoje estou aqui, pronto para escrever e dividir com vocês, os meus maiores devaneios e minhas desventuras.

Desventurado.

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O salto


Basta fechar os seus olhos e pular por esta janela, mais uma vez. Antes do salto, você consegue lembrar-se de quantas vezes já pulou? Ou de quantas vezes já te jogaram? E de todas aquelas vezes que você se espatifou lá embaixo?
Dessa vez, abra seus olhos antes de aterrissar e perceba quem está lá te esperando, talvez não para te segurar, afinal, essa sua personalidade forte é pesada demais. Mas sim abra seus olhos para ver quem está lá para limpar os arranhões, seja lá qual for a profundidade deles.

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Se eu fosse você...

Se eu fosse você, o que eu faria? Bom, pra começo de história, não olharia nem na minha cara.
Às vezes fico abusada de uma hora para outra, faria bico na sua frente e ficaria com cara de séria olhando para o além, batendo a perna freneticamente. Tenho essa mania de sempre estar certa, mesmo que não esteja de fato. E aposto que isso iria te tirar do sério e te fazer querer me bater.
Eu odeio dormir e amo conversar, não deixaria você em paz a noite toda, nem que fosse pra falar sobre como o meu cabelo nunca fica do jeito que eu quero. Sempre digo que não foi nada e que está tudo bem, mas na verdade eu sempre vou querer que você tenha uma bola de cristal e magicamente adivinhe tudo o que está se passando na minha cabeça.
Sou teimosa e quero tudo do meu jeito, sempre tomo a frente de tudo. Eu posso querer passar horas na frente do PC ou lendo meus livros, ou até mesmo ouvindo minhas músicas. E querer apenas passar vinte minutos com você.
Eu sou capaz de passar do amor à monotonia e do ódio à quietude da noite para o dia.
Pois bem, se eu fosse você? Na verdade, bom, eu tentaria mudar tudo isso.

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Bumerangue Contemporâneo

Sim, eu sei que nossas palavras machucam demais às vezes. Mas vai. Já brigamos demais, tudo que falamos e fizemos no passado destruiu o que nós fomos juntos. Vai dar uma volta para refrescar a cabeça. Já foi tudo por água abaixo mesmo. Não quero mais discutir. Ando cansada. Sim, cansada de você. Também. De futilidades, hipocrisias, distorções, indiferença, desprezo e de todas as suas chatices.
Eu que fui embora sim, não precisa dizer. Eu posso ir e voltar atrás quando eu quiser. Sou dona do meu nariz, saio sem avisar, faço as regras e não tenho hora pra chegar. Você deveria ter enxergado isso antes. Eu nunca disfarcei esse meu jeito meio impulsivo de ser. Dá licença?
Está um dia lindo, por que você não vai dar um passeio com seus novos amigos ou com sua nova amiga? Tá quente, exatamente como você gosta. Tem sol. Céu azul, sem nuvens, com o asfalto escaldante desta cidade feia e com a tal praia que você tanto ama. Não, eu não quero ir junto. Posso ler um pouco? Não, não quero companhia. Quantas vezes eu falei pra você que preciso ter meus momentos sozinha?
Não sei. Talvez eu tenha saído quando você voltar. Não gosto de planos. Agora eu não quero. Depois é outra história. É, ultimamente eu tenho passado muito tempo fora de casa. Se não estou na rua, durmo na casa de alguém. E, sabe, até penso em não voltar. Não atendo o celular de propósito, na verdade. Ele não estava sem rede, fui eu quem apertou o maldito botão vermelho. Feliz?
Eu sou assim. Amo. Desamo. Apaixono-me. Desapaixono-me. Falo. Desfalo. Faço. Desfaço. Planejo. Desplanejo. Escrevo e apago, ando para a frente e para trás. E se eu quiser andar para o lado, qual o problema? Eu vou e volto, como um bumerangue contemporâneo. Não é maravilhoso poder reverter as coisas e começar tudo de novo?
Eu vou embora, mas eu sempre volto. Sempre volto pra você. E se você não voltar? Acho que sentirei sua falta. Não, eu sentirei realmente a sua falta. Mas eu penso nisso depois. Agora, vai.

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Se liga!


Como você ainda se surpreende, ou se irrita, com coisas tão óbvias de mim? É só mais um de meus sistemas de segurança. Você acha que me conhece muito, mas não conhece. Você pode conhecer um, um e meio, mas não três.
Se você baixasse o tom, talvez uma pergunta tão simples não fosse tão ofensiva. Saiba ouvir, saiba compreender que não é só você que tem problemas. Saiba aceitar as diferenças, ninguém é igual a ninguém, ninguém em sã consciência quer ser igual a alguém.
E você também pensa que não percebo as coisas que você acha que eu sou. Mas eu percebo. Percebo muito bem. E nem por isso preciso comentar alguma delas ou tentar provar que não é bem assim como você está pensando. Não, eu não preciso disso. Você deveria perceber por conta própria. Você deveria tentar enxergar o quanto eu mudei só por sua causa.
Saiba ver as coisas além do óbvio e o que elas significam para alguém, sem que lágrimas figurativas ou literais tenham que ser derramadas para te explicar. E talvez assim, somente assim, as coisas fossem bem mais fáceis.

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Vontade

Hoje tive vontade. Vontade de te ligar e passar uma hora e meia conversando, ou simplesmente ficar te ouvindo respirar e rir de alguma piada sem graça.
Tive vontade de te abraçar até você reclamar que te sufoco, mas mesmo assim não me deixar sair de perto pra continuar sentindo meu cheiro ou o perfume que você diz tanto gostar.
Vontade de tocar violão só pra você e te ouvir cantar com uma voz desafinada, mas que eu acho linda. Vontade de me enrolar debaixo de um cobertor com você e assistir aqueles filmes que eu sempre abuso na metade, mas que fazem você vidrar seus olhos neles, enquanto eu falto dormir de tédio.
Tive vontade de sentir seus pés se enroscando nos meus enquanto comemos qualquer besteira que achamos na cozinha, sentir seu peso em cima de mim na hora que percebe que estou quase dormindo, ou de sentir você quase dormir no meu colo por causa de um cafuné.
Vontade de te beijar em um lugar onde ninguém possa ver. Vontade de sentir aquele beijinho gelado no meu pescoço, em um dia chuvoso, que me faz arrepiar inteira.
Tive vontade… vontade de você.

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Egoísta sim

Sim, eu sou egoísta o suficiente para querer todas as suas SMS para mim, todo seu tempo no MSN, todos seus comentários no Facebook e em quantas mais redes sociais você possuir.
Egoísta para querer todos os seus sorrisos, toques, suspiros, risadas dissimuladas, caretas, birras, carinhos, beijos, cochichos e beijinhos no pescoço só para minha pessoa.
Sou egoísta o suficiente para querer todo o tempo e horas extras que você tiver só para aumentar meus batimentos cardíacos “numa frequência que só a gente sabe”. Quero dizer, que só eu sei.
Sou egoísta o suficiente para querer pegar todas as suas lágrimas para mim e guardar em um frasco, para que assim você nunca mais as veja. E também porque assim eu seria a única pessoa que saberia de seus problemas, e a única que saberia resolvê-los.
Todavia, saiba que eu sou egoísta, não uma devaneadora que pensa que tais coisas tão fora do meu alcance um dia estarão em minhas mãos.

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Desabou

E ali estava ela, idiota, chorando. Não devido ao mundo inteiro parecer cair em suas costas. Poderia cair o que fosse, mas não aquele pilar.
Tantas vezes o pilar estava ali e a alertaram que não era de confiança, que cairia bem sobre sua cabeça e a machucaria feio, sem sair sangue, como uma hemorragia interna.
Tantas vezes ela pôs a mão no fogo, apesar de já terem falado que fogo queima, e dói. Tantas vezes ela disse que aquele pilar não era feito de material tão ruim assim, que produtos baratos não significavam má qualidade, literalmente falando.
Dizia que não tiraria aquela estrutura dali até que ela caísse sobre a sua cabeça, porque tinha certeza que não cairia.
Pois bem, caiu. Caiu junto com toda a consideração que tinha, que pôs a mão no fogo, que deu a cara a tapa e as costas a olhares.
Caiu, desabou.

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As boas vindas.

Duas mentes e um propósito conseguem transformar em literatura todas as suas desventuras. Tudo que aqui surgir não passa de devaneios de dois desventurados. Se você também se julga um, seja bem-vindo ao nosso mundo de sentimentalismo não muito barato.

Bem desventurado aquele que corre ao devaneio. Ora por dor, ora por medo. Sofre por não saber se quer pensar ou quer sentir, então usa suas desventuras em papel e devaneia. Devaneia até sentir nos olhos da alma a força que tem as palavras.”
(Desventurada)

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